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NADANDO NA CRATERA DO VULCÃO

A Costa Rica não é só surf.

— Se eu desmaiar, você me leva daqui, Miri?
— Você não vai desmaiar, mana.

— É que eu não to me sentindo bem.
— Isso é fome. A gente só comeu aquelas bolachinhas do Caribe até aqui. Vamos parar um pouco. Pega a água!

— Mas nós já temos menos de 1 litro e ainda falta subir muito, talvez uns… BUUURP — Mari arrota estrondosamente.
— Sua porca! — Miri odiava quando a irmã arrotava.

As gêmeas Mari e Miri estavam na Costa Rica há quatro dias. Viajando sozinhas, comemoravam seus 30 anos, cruzando o pequeno país em um carro alugado. Nesta quinta, tinham saído de Cahuita, na costa caribenha, às 6h da manhã. E agora, às 14h, começavam a subir o vulcão Cerro Chato, no noroeste costarriquenho. Mas até o momento, não tinham comido quase nada. E a subida dos 1.140 metros começava a se tornar mais desafiadora.

saindo do Caribe costarriquenho – Estante de Viagens

A questão é que não tinham se planejado direito. Saíram até bem cedo da cabina onde se hospedaram em Cahuita, pois sabiam que o tempo até La Fortuna – a cidade mais próxima daquele vulcão – era de umas 6h de estrada (o dono do hotel onde ficaram no primeiro dia tinha gentilmente explicado isso e muito mais a elas). O que não sabiam é que a entrada para o tal lago na cratera do vulcão que tinham visto no Google não ficava na mesma entrada do Parque do Arenal.

Arenal é o vulcão que fica bem ao lado do Cerro Chato, onde Mari e Miri estão tentando subir. Mas o Arenal é considerado um vulcão ativo (dá até para ver fumarolas e lavas escorrendo algumas vezes), por isso só são permitidas caminhadas em volta; não é possível subir o Arenal. Enquanto que o Cerro Chato, seu vizinho, já está inativo há uns 3.500 anos e tem até uma lagoa em sua cratera. Aliás, é exatamente aí que Mari e Miri estão querendo chegar.

— BUURP.
— Você pode parar de arrotar, Mari?

— Desculpa, mana. Mas eu to passando mal. Pelo menos a trilha tá bem vazia, né?! Ninguém mais me ouve arrotar. Só você. hehehe. BUURP!
— Afff… a trilha tá bem vazia porque tá ficando tarde. Você viu como escurece cedo aqui?! E ainda temos que chegar até lá e voltar.

— BUUURP… ai, desculpa, Miri. Mas você tem certeza de que devemos continuar? A gente não comeu. Eu to fraca. E se eu desmaiar?
— Olha, foi você que achou essa tal lagoa de cratera no Google, me deixou com vontade e me fez sair 6h da manhã do Caribe para vir até aqui. Agora, nós vamos continuar. Coragem!

— Verdade. Eu não vim até a Costa Rica pra desistir aqui. Deve ser ansiedade misturada com a fome e… BUUUURP! Vamos!

Mari e Miri seguem embrenhadas na mata, subindo pela trilha semi-demarcada, pisando o barro vermelho entre árvores e arbustos diversos, embaúbas, tanimbucas, louros-amarelos, cocobolos, nespereiras, balsas, chiray’s imensas e muitas outras.

trilha para subir o Cerro Chato – Estante de Viagens

O dia está quente e úmido, com um céu que varia de tom conforme elas sobem. Mas as duas só olham para frente e para baixo, cuidadosas de não pisar em nenhum bicho nem tropeçar nas pedras e raízes do caminho, concentradas em chegar logo à tal lagoa para terem tempo de descer a trilha depois, antes do sol se pôr. Desviam o olhar só quando cruzam com algum dos raros visitantes; no momento, todos descendo, enquanto elas continuam subindo. Mari tenta controlar as energias, apesar das sensações físicas e dos arrotos frequentes. Miri ia até reclamar mais uma vez com a irmã, mas de repente:

— Miri, vem! Sobe aqui. Eu acho que chegamos. É aqui! Não tem mais subida. Tem que ser por aqui a lagoa. Nós conseguimos. Chegamos ao topo. E BUUUUUUURP…


— What’s up, Miss?
(O que acontece, senhorita?)

Mari leva um susto com a voz masculina falando com ela em inglês e, mais ainda, com o americano branquelo com o qual ela dá de cara ao sair da mata em uma clareira, no topo do vulcão. Miri chega em seguida. Roxa de vergonha, Mari tenta se desculpar com o rapaz, explicando que não está passando muito bem. O americano branquelo e esguio ri sem julgá-la e estica o braço longo, apontando para o lado direito das gêmeas. Mari e Miri seguem o dedo do rapaz e, então, vêem, sublime, majestoso, o pico do vizinho Arenal, adornado pela mata e ladeado por algumas nuvens, mas revelando seu cume cônico (e icônico), de onde saem pequenas fumarolas, que contrastam com o azul do céu e se confundem com as nuvens próximas. As duas ficam mudas, embasbacadas, fazem gestos uma para a outra chamando para ver o outro vulcão mais de perto; encantadas com a cena, sorriem com todos os dentes. Mas logo Miri olha para trás e vê o americano, ainda parado como uma estátua, admirando aquele momento das duas. Miri puxa conversa e pergunta pela lagoa. Elas não têm muito tempo a perder. Ele indica a direção, elas vão e chegam a uma descida.

visão do Arenal a partir do topo do Cerro Chato – Estante de Viagens

— Ai, sério? BUURP… ops.
— Ah, logo imaginei, Mari. A gente chegou até o topo do vulcão. Agora, precisamos descer até a cratera.

— Putz, mas parece que não vai ser fácil. Olha ali as marcas de escorregão no barro.
— Acho que vamos ter que ir meio que deslizando, segurando nas raízes das árvores… eu acho…

— E pra subir depois, Miri?
— Hmm… eu não sei. Mas tinha gente molhada na trilha que deve ter vindo até aqui tomar banho. E eles deram um jeito de voltar, né?! Então, nós também vamos conseguir.

— Bom, se você diz… então, me ajuda aqui.

As irmãs descem a encosta, apoiando-se nas raízes, nos troncos e uma na outra, deslizam, escorregam, caem sentadas e continuam pelo caminho semi-marcado até o solo se tornar menos íngreme. Em uma pequena entrada na mata, elas descobrem, então, a lagoa. E param sem falar nada. Olham em volta. Ninguém! São 360 graus sem uma única pessoa, sem um único prédio ou fiação. A lagoa é literalmente rodeada pelo verde. Só a água e o verde. A água verde. A água refletindo toda aquela imensidão verde de suas margens, tendo no alto, só o céu por testemunha. Os semblantes de Mari e Miri revelam a plenitude que sentem dentro de si por estarem em um lugar assim.

— É o lugar mais lindo que já vi na minha vida.
— Com certeza, este é um deles.

— Obrigada, Existência.
— Obrigada, obrigada.

panorâmica do lago na cratera do vulcão – Estante de Viagens

Mari e Miri abraçam-se, realizadas. Já com os pés na água, na beira do lago, começam a tirar as bermudas e as blusas para ficarem só de biquínis. Mas um zunido as espanta.

— Aaaaai, o que é isso?
— Socorro. Parecem abelhas. E tá chegando mais perto o zumbido. Aaaaai.

As duas encolhem-se perto de umas árvores e o zumbido se afasta. Mas elas ficam preocupadas com a decisão de entrar na água assim tão rápido.

— E se as abelhas voltarem, Miri?
— Ai, fiquei com medo também. É um lugar tão remoto, né, mana?!

— Nem me fala. Pensei nisso quando pediram para assinarmos aquele termo de responsabilidade pelas nossas vidas lá no hotel, antes da subida.
— Ah, mas foi tranquilo chegar até aqui. Tem que ter algum preparo físico, como o moço falou. Mas fora os seus arrotos, foi tudo bem até agora…

— Já pensou que esse lago não tem fundo?
— Claro que tem, Mari. Só que deve ficar muitos metros pra dentro do vulcão, né. O que eu tava pensando é: como esses peixes vieram parar aqui? Você viu os peixinhos na borda? Eles beliscam nossos pés quando… aaaaai!

nas bordas do lago da cratera – Estante de Viagens

O zunido volta a se aproximar de Mari e Miri. As gêmeas começam a recolocar as roupas correndo, já desistindo da empreitada. Com medo das abelhas imaginárias, só pensam na morte de Macaulay Culkin, todo picado, no filme Meu Primeiro Amor, que marcara a infância das duas.

Neste momento, chega o americano branquelo, descendo alvoroçado e já puxando a camiseta e se jogando na lagoa, sem nem se preocupar com o zunido. Só então, Mari e Miri percebem que o barulho vem, na verdade, de um drone que sobrevoa a cratera. Tirando sarro uma da outra, as gêmeas voltam a tirar a roupa e se jogam na água fria.

A lagoa é grande, uns 250 metros de diâmetro. O americano se afasta, nadando para o centro da cratera, fazendo gestos de vitória em direção ao drone que o filma. Enquanto isso, Mari e Miri aproveitam para ficar mais próximas às bordas, onde se sentem mais seguras e à vontade, movimentando as pernas para flutuar, conversando e se divertindo, dando braçadas ocasionais para lá e para cá ou boiando e observando a imensidão verde da mata ao redor fundindo-se com o azul infinito do céu.

Assim se passam alguns minutos. Até que o rapaz volta nadando para a margem e, passando pelas gêmeas, alerta:

— It’s time to go, girls. The sun will soon go down. By the way, I’m Mike.
(É hora de ir, garotas. O sol logo vai se pôr. Aliás, eu sou o Mike.)

Os três apresentam-se e conversam, enquanto saem da água e voltam a se vestir. A subida da encosta, para sair da cratera e voltar ao topo do vulcão, é trabalhosa. Mas Mari, Miri e Mike mostram disposição; apesar do caminho desgastante até ali, já estavam um pouco recompostos pelo banho no lago. Agarram-se com os braços nas raízes e galhos e vão escalando, içando seus corpos passo a passo, com as forças que ainda lhes restam. Com a perna direita apoiada em um tronco, Mari tenta dar impulso na perna esquerda para subir e finca a canela em um galho. A perna lateja e o arranhão sangra um pouco. Mas eles continuam, imprimindo a velocidade que conseguem à subida, para saírem logo dali. E chegam de volta ao topo do Cerro Chato, onde a vista do Arenal os espera, novamente majestosa.

E ali, controlando o drone, também está o outro Mike, amigo e xará do que nadara com as gêmeas. Entre novas apresentações e risadas, Mari, Miri, Mike e Mike tiram ainda algumas fotos com o Arenal de fundo, guardam os equipamentos e voltam a entrar na mata para iniciar a descida.

Já passam das 16h e em menos de uma hora o sol deve se pôr. Mas os quatro têm pela frente uma trilha com cerca de duas horas de duração. E como não querem descê-la no escuro total, fazem, agora, uma espécie de corrida de obstáculos, pulando pedras e troncos, correndo o quanto podem, fazendo uma espécie de competição entre si em que todos precisam ganhar. As gêmeas e os dois amigos se ultrapassam, pulam, caem. Riem dos tombos uns dos outros. Falam pouco em meio ao exercício puxado. Mas escorregam, desequilibram, caem e riem muito.

Miri atola o pé em uma poça de lama, cai e rala a canela. A perna esquerda lateja e sangra. A mesma perna que Mari tinha machucado. Ela agora ri da irmã pateta. Os quatro continuam correndo, pulando, descendo. Mari cai. E Miri ri. Miri cai. E Mari ri. O céu já está ficando púrpura, ganhando tons mais profundos e escuros. A trilha vai ficando mais sombria, mais confusa, mais difícil. Mas os quatro sabem que vão conseguir. Não são ninguém. Estão no meio do nada. Mas nadaram na cratera de um vulcão. E levam no peito a sensação de que podem conquistar o mundo.

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DICAS E COMENTÁRIOS DA ESTANTE:

vulcão Arenal – Estante de Viagens

 

A Costa Rica não é só surf

Localizada na América Central, entre o Panamá e a Nicarágua, a Costa Rica é banhada tanto pelo Oceano Atlântico (mar do Caribe), quanto pelo Pacífico. E é possível chegar de um extremo ao outro em poucas horas (saiba mais a seguir). Assim, em todo o país, são inúmeras as praias, geralmente, com fácil acesso entre elas, e as condições de ondas são as mais diversas. Por isso, a Costa Rica é um dos destinos de surf mais famosos do mundo. Mas as atrações do país vão muito além disso. A Costa rica também é o país com o maior número de parques nacionais do mundo. Cerca de 25% de seu território é de área protegida. A natureza é exuberante e abundante. Assim, além das praias, a Costa Rica reserva outras surpresas, como florestas chuvosas, cavernas e também vulcões (há mais de uma dezena em todo o país).

Cahuita, na costa caribenha

O litoral nordeste da Costa Rica é dominado por florestas chuvosas (como o Parque Nacional Tortuguero). Assim, as praias de maior destaque, no mar do Caribe, estão a sudeste do país, de Puerto Limón ao litoral do Panamá. Cahuita está localizada na metade desse trecho, subdividindo-se entre a Playa Negra e a Playa Blanca. O clima é mesmo o do caribe costarriquenho, com forte influência da cultura jamaicana. A Playa Negra, com fundo coberto de corais, é imprópria para banho. Já a Playa Blanca de Cahuita – rodeada pelo Parque Nacional de mesmo nome – tem areia claras, mar azul cristalino e águas quentes próprias para banho e snorkeling.

cabina

Não, não se tratam de cabinas telefônicas. 😉 Em espanhol costarriquenho, ‘cabina’ é o nome dado a hotéizinhos pequenos e baratos. Quartinhos, pensões, pousadas… Aliás, o espanhol costarriquenho possui várias dessas ‘pegadinhas’. É bom ficar atento. As ‘sodas’, por exemplo, não são refrigerantes, mas pequenos restaurantes, baratos, normalmente com comida caseira. As ‘sodas’ estão para os restaurantes como as ‘cabinas’ para os hotéis.

6h de estrada

Não adianta confiar na previsão de tempo indicada pelo Google Maps. A condição das estradas na Costa Rica altera o tempo da maioria dos percursos. Principalmente no interior do país, onde a maior parte das estradas são de mão dupla, com apenas uma pista para cada direção (pontes de pista única com direção reversível também são comuns). E ainda é preciso levar em consideração as obras constantes nas rodovias, que podem causar longas filas e paralizações no caminho. Assim, um percurso de 4h, por exemplo, pode levar 6h ou mais, a depender de todos esses fatores.

tinha gentilmente explicado isso e muito mais a elas

‘Pura vida’ é uma das expressões mais usadas na Costa Rica (para cumprimentar, se despedir ou agradecer). E é também a tradução ideal do clima do país e do espírito de seu povo. A simpatia e gentileza dos costarriquenhos é singular. Os ‘ticos’ e ‘ticas’ (como são carinhosamente chamados os naturais do país) são extremamente atenciosos e prestativos. Há quem diga que a energia(/vibe) do local é um dos grandes influenciadores do bom-humor dos costarriquenhos.

a entrada para o tal lago na cratera

Para subir o Cerro Chato e chegar à cratera, há duas possíveis entradas, pela parte sudoeste do vulcão (próximo ao lago do Arenal) ou pela parte leste, próximo à Catarata do rio Fortuna (de La Fortuna pela Diagonal 301). Ou seja, apesar do Cerro Chato ser vizinho do Arenal, para subi-lo, a entrada não é pelo Parque do Arenal (mas ali é um bom lugar para se informar, se precisar). É importante alertar que, por qualquer um dos lados do vulcão, a subida tem certo grau de dificuldade e, em ambos os casos, exige boas condições físicas. Ao todo, o percurso leva de 4h a 5h, sem contar as pausas.

Parque do Arenal

A visitação do Parque Nacional do Arenal é para quem observar o vulcão mais de perto. Há três trilhas (Heliconias, Coladas e El Ceibo) e dois mirantes (Lavas e Mirador al cóno vocánico). O Parque está aberto diariamente das 8h às 16h. Importante: da própria cidade de La Fortuna, o vulcão já é bem visível (quando não está encoberto de nuvens), mas as trilhas e mirantes do Parque permitem visões de ângulos únicos. Com mais de 33 km2 de área total e formato cônico, o Arenal é considerado o vulcão mais ativo da Costa Rica. Sua última atividade recente foi em julho de 1968. Desde então, emite constantemente gases e vapores de água, com algumas ocasionais explosões e emissões de lavas.

Cerro Chato

Vizinho do Arenal, o Cerro Chato é um vulcão cônico (estratovulcão), com cerca 1.140 m. de altitude. Sua atividade começou há mais de 38.000 anos (provocando uma erosão que deu origem à Catarata do rio Fortuna), mas ele já está inativo há mais de 3.500 anos. Ao todo, o Cerro Chato ocupa uma área de aproximadamente 10 km2, tendo o seu cume cerca de 550 m de diâmetro, sendo mais de metade dessa área ocupada pela lagoa de sua cratera (250 m de diâmetro).

Você viu como escurece cedo aqui?

Na Costa Rica, o sol nasce e se põe cedo, ao longo de todo o ano. Em geral, amanhece às 5h e escurece entre as 17h e as 18h. Há diversas zonas climáticas no país, mas em geral, a temperatura média anual sofre pouca oscilação, entre os 21 e os 27 graus Celsius (de nov-jan são os meses mais frios; de mar-mai, os mais quentes). As estações não são bem definidas, a variação se dá pela época de chuvas (mai-nov) e de estiagem (dez-abr); isso considerando que a costa caribenha tem seu próprio microclima, quente e úmido a maior parte do ano, com chuvas frequentes.

lagoa de cratera

Você já tinha imaginado um lago ou lagoa na cratera de um vulcão? Sabia que existem vários desses pelo mundo? Pelo menos, algumas dezenas. Eles podem ser formados quando um vulcão está inativo há muito tempo e a quantidade da água da chuva que recebe supera a evaporação e a infiltração ou, ainda, ter origem na colisão de um meteorito com a Terra (crateras de impacto). Há lagos/lagoas de cratera com águas ácidas e quentes e também outros de águas frias.

Segundo informações oficiais, a lagoa do vulcão Cerro Chato é uma lagoa cratérica fria, de origem meteórica, com cerca de 250 m de diâmetro e profundidade máxima de 18,8 m. Centenas de turistas visitam a lagoa do Cerro Chato todos os anos para banhar-se em suas águas, fazer stand up paddle ou canoagem ou apenas desfrutar de sua beleza.

http://parquenacionalvolcanarenal.blogspot.com.br/p/cerro-chato.html

chiray’s imensas

A experiência de subir o vulcão e encontrar a lagoa de sua cratera, também inclui embrenhar-se em meio a uma natureza de imensa biodiversidade. Conforme é citado no parágrafo, algumas das espécies mais comuns da flora da região são: embaúbas (cecropias), tanimbucas (amarillón), louros-amarelos (laurel), cocobolos, nespereiras (nispero), balsas e chirays (pilón). Todas essas são árvores de médio ou grande porte – dando a ideia da dimensão e magnitude dos bosques que levam à cratera. Mas há também inúmeras bromélias, orquídeas e samambaias por todo o caminho, completando a paisagem, além de uma imensa variedade de animais e insetos que se mostram aos observadores mais atentos.

http://ecosistemasdecostarica.blogspot.com.br/2012/01/parque-nacional-volcan-arenal.html 

termo de responsabilidade

Para subir o Cerro Chato pelo lado leste (próximo à Catarata do Rio Fortuna), a entrada é feita por um hotel (Green Lagoon Arenal Waterfall Villas). Em 2015, o preço do ingresso era de U$ 12 por pessoa. E é necessário assinar um termo de responsabilidade pela sua vida, deixando o número de contato de um parente ou pessoa próxima para qualquer eventualidade. Como mencionado, é necessário ter boas condições físicas para fazer o percurso. E é possível contratar guias, se julgar conveniente. Roupas leves e tênis são os mais indicados para a atividade, além de uma boa quantidade de água (dica vital).

como esses peixes vieram parar aqui?

Por favor, se você sabe essa informação, conte para a Estante de Viagens. Apesar de uma extensa pesquisa, ainda não consegui descobrir o motivo real de haver peixes na lagoa cratérica do Cerro Chato. Mas eles estavam lá. Dezenas de peixinhos beliscando os pés de quem entrasse nas margens. Infiltraram-se pelos lençóis freáticos? Pouco provável. Foram trazidos na boca de pássaros mergulhões e sobreviveram? Menos provável ainda. Entre todas as hipóteses, até agora, a que me pareceu mais coerente é que o lago foi povoado artificialmente com peixes para motivar a pesca. Será? O que você acha?

uma trilha com cerca de duas horas de duração

Subir o Cerro Chato leva de 2h a 2h30 de percurso, dependendo do ritmo de caminhada, sem contar as pausas. Apesar da descida, geralmente, ser  parte menos trabalhosa, nesse caso são necessárias, pelo menos, de 1h30 a 2h para realizá-la. É preciso estar bem atento ao caminho, além de ter cuidado para não tropeçar e cair, sendo muitos os obstáculos no caminho. Portanto, antes de começar a subida é bom calcular bem os tempos de percurso para não se expor a riscos desnecessários. 

 

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